O comandante da Polícia Nacional… do MPLA na Ilha de Luanda é acusado de torturar a activista Laurinda Gouveia e mais um companheiro, Óscar Fernandes, com barras de ferros e de fazer ameaças de morte caso voltem a manifestar-se.

Segundo a activista, escreve a Voz da América, os efectivos encontraram-na ontem, domingo, a filmar jovens no largo Primeiro de Maio quando se manifestavam a exigir a demissão de José Eduardo dos Santos no poder há 35 anos, sem nunca ter sido nominalmente eleito. De imediato foi detida e levada até a uma escola onde mais sete oficiais superiores da Policia Nacional… do MPLA começaram a bater-se com barras de ferros e cabos eléctricos.

“Começaram a dizer que já tinham raiva de mim porque eu é que agito os miúdos para se manifestarem e perguntavam quanto é que me pagam para e manifestar. Eu dizia que nada, mesmo assim continuaram a bater e entre eles estava o comandante da ilha porque já nos tinha prendido e eu lhe reconheço-o bem”, conta Laurinda Gouveia.

A VOA contactou o Comissário-Chefe Ambrósio de Lemos, Comandante Geral da Policia Nacional (do MPLA) que, sem gravar entrevista, disse não ser de bom grado que um policia recorra a esta prática e que caso seja identificado será severamente responsabilizado.

De recordar que até ao momento apenas o Bloco Democrático manifestou-se contra o espancamento da activista Laurinda Gouveia e de Óscar Fernandes.

As duas manifestações convocadas pelo Governo de Luanda e pela Juventude do MPLA foram realizadas sem qualquer acidente, tal como a marcha da CASA-CE.

Entretanto, os jovens do Conselho dos Activistas Revolucionários que exigem a demissão de José Eduardo dos Santos foram agredidos pela Polícia Nacional… do MPLA e agentes dos serviços secretos.

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