O filme independente “1.ª vez 16 mm”, do cineasta luso-angolano Rui Goulart,
venceu um galardão de ouro nos Prémios Internacionais de Cinema de Jacarta,
na Indonésia, revelou a Chiado Terrasse Filmes, produtora da longa-metragem.

O Prémio de Ouro, atribuído na categoria de longa-metragem, soma-se a outros já conquistados no México e nos EUA, entre os quais uma menção honrosa no Prémios de Cinema de Los Angeles, um dos principais organismos oficiais norte-americanos na área do cinema.

“Qualquer prémio é importante, pois é o reconhecimento do nosso trabalho, quer pelo público, quer pelos profissionais da área, e este, em especial, pois vem de um continente com um relacionamento histórico com o mundo português. Sendo eu de Angola (luso-angolano), sinto-o de forma particular”, afirmou Rui Goulart.

O realizador responsável por oito películas sublinhou que “o facto de com este filme estar a receber um maior número de prémios e que estes sejam mais relevantes é muito importante, pois este filme conta a história da produção de um filme independente”.

Rui Goulart – que não se deslocou à Indonésia a 24 de Setembro para receber o prémio por se encontrar a preparar filmagens – espera que o sucesso de “1ª vez 16 mm” inspire a criação de mais cinema independente em Portugal.

O filme de 2008 – realizado em Portugal, Itália, França e Espanha – conta a história de um realizador independente que deseja produzir a sua primeira longa-metragem e que tem de optar pelo formato de 16mm, por ser o mais barato.

Para além de Rui Goulart, que também veste o papel da personagem principal, fazem parte do elenco a espanhola Marisa Paredes, que entrou em “A vida é bela”, de Roberto Benigni, João d’Ávila, Adelaide João, António Victorino d’Almeida, entre outros.

“Para nós, [o Prémio de Ouro] é muito importante. É um filme independente e que tem tido bastante reconhecimento lá fora. Foi o primeiro filme português a estrear nos EUA”, destacou Sofia Cortez, assessora da Chiado Terrasse Filmes.

Após a longa-metragem ter também estreado em países como o Brasil, a Dinamarca, Cabo Verde, Israel e China, a produtora tenta expandir esta presença nos mercados asiático e ocidental, estando neste momento em conversações para a estreia no Canadá.

A lusofonia esteve igualmente em destaque entre os 225 filmes de 60 países a concurso em Jacarta com o Prémio de Ouro atribuído à curta-metragem brasileira “B-Flat”, de Mariana Youssef.

Entre os premiados na categoria de longas-metragens dos Prémios de Platina incluem-se os filmes brasileiro “Para Sempre Nunca Mais”, de Emerson Muzeli, e a longa-metragem angolana “Njinga, Rainha de Angola”, realizada por Sérgio Graciano.

A longa-metragem mexicana “Ulises Y Los 10,000 Bigotes”, de Manuel Carames, foi considerada o melhor filme pelo júri do festival, que visa auxiliar cineastas independentes, estrelas de cinema e outros talentos a granjear reconhecimento internacional.

Os filmes premiados estão a ser exibidos em Jacarta desde ontem, numa mostra gratuita que termina a 6 de Outubro.

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