A fome ainda esteve presente em 2,1 milhões dos lares brasileiros em 2013, atingindo 7,2 milhões de pessoas, segundo um estudo divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número representa 3,2 por cento do total de lares existentes no país – ou 3,6 por cento da população – localizados principalmente na zona rural nas regiões norte e nordeste.

A pesquisa divide a situação de acesso a alimentos em três níveis – segurança alimentar leve, moderada ou grave – levando em conta a quantidade e qualidade de alimentos que a família obteve nos últimos 90 dias anteriores aos inquéritos realizados.

Considerando os dados gerais, a pesquisa revela que o país tem conseguido reduzir a insegurança alimentar ao longo dos últimos anos.

Pelo estudo, o número de lares que registou algum dos três níveis de insegurança alimentar caiu de 30,2 por cento, em 2009; para 22,6 por cento, em 2013.

Em números absolutos, os 22,6 por cento actuais mostram que 52 milhões de pessoas (14,7 milhões de domicílios) apresentaram algum tipo de restrição alimentar ou, pelo menos, revelaram algum tipo de preocupação com a possibilidade de restrição alimentar devido à falta de recursos para adquirir alimentos.

O número actual representa uma redução absoluta de 3,2 milhões de domicílios e 14,2 milhões de pessoas, em relação a 2009.

Considerando apenas o pior dos níveis – a insegurança alimentar grave – o estudo mostra uma melhoria importante e contínua nos últimos anos, com a mudança de 6,9 por cento dos domicílios em 2004; para 5,0 por cento, em 2009; e 3,2 por cento, em 2013.

Os dados constam no levantamento suplementar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013 sobre segurança alimentar. O estudo foi realizado pelo IBGE em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil.

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