Angola representa uma carteira de negócios de 80 milhões de euros para a empresa portuguesa de energia Efacec, avançou hoje o director-geral da subsidiária angolana, José Cabral Costa.

De acordo com o administrador, a multinacional portuguesa opera no mercado angolano através de projectos próprios da Efacec Angola – participada a 100 por cento pelo mesmo grupo -, recorrendo às “capacidades locais”, ou em parceria com a sede, “nos projectos de maior envergadura”.

“Está aqui ininterruptamente desde 1967. A Efacec não saiu de Angola no tempo da guerra, ficou sempre aqui”, sublinhou José Cabral Costa, durante uma visita de empresários portugueses à província do Kuanza Norte.

Sobretudo na área da energia, o mercado de Angola representa um volume de negócios consolidado de 100 milhões de dólares (cerca de 80 milhões de euros) para a Efacec, dos quais 25% são projectos próprios da subsidiária angolana do grupo português, garantiu o director-geral da Efacec Angola, assumindo uma taxa de crescimento, no país, acima dos dois dígitos nos últimos três anos.

Energias renováveis, telecomunicações ou automação são algumas das áreas de intervenção em Angola, mercado “considerado muito estratégico” pela Efacec, que agora começa a entrar em “obras maiores”.

Já este ano a empresa fechou um contrato de 62 milhões de euros com o Estado angolano, assumindo toda a parte electromecânica no Aproveitamento Hidroeléctrico de Lauchimo, na província de Lunda Norte, que será, até ao momento, a maior obra da Efacec no país.

Além das áreas de negócio mais conhecidas, a Efacec está a implementar projectos na área da água em Angola, processo iniciado há cerca de três anos.

Nas obras em curso em Angola a estrutura da Efacec emprega actualmente cerca de 170 trabalhadores.

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