O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, defendeu hoje, quarta-feira, em Luanda, uma cooperação trilateral, entre Angola, África do Sul e RDC, baseada em linhas de força que potenciem os eixos de desenvolvimento e contribua para configurar uma parceria estratégica duradoura e afine a relação política, económica e social.

Georges Chikoti fez estas referências na abertura da II reunião ministerial do Mecanismo Tripartido de Diálogo e Cooperação entre Angola, África do Sul e República Democrática do Congo.

O ministro diz que no primeiro Conselho Tripartido de Ministros, realizado em Kinshasa (RDC), foram criadas quatro comissões no âmbito da operacionalização do Mecanismo Tripartido, tendo em conta as possibilidades de cooperação que cada um dos países pode oferecer ao outro, explicando que estas são a Comissão sobre Política e Diplomacia, Comissão sobre Defesa, Segurança e Ordem Interna, Comissão sobre Economia e Infra-estruturas, bem como outra relativa à Administração Pública Local.

Neste sentido, convidou os presentes a passarem em revista o que delinearam no âmbito destas comissões e perspectivar as acções susceptíveis de realizar os projectos adequados a grandeza e nobreza do objectivo do Mecanismo Tripartido aos desafios que se apresentam e às oportunidades que se oferecem aos respectivos países.

Segundo ainda Georges Chikoti, a situação de instabilidade prevalecente na RDC, em consequência das acções desencadeadas pelas forças negativas, aponta para a necessidade de continuar a conjugar esforços, com vista à erradicação destas forças e estabilidade na região para a salvaguarda da paz, segurança, soberania e integridade territorial deste país.

O ministro referiu que este encontro servirá para fazer o balanço e perspectivar acções com vista a operacionalização do mesmo, após a primeira reunião do mecanismo tripartido de cooperação que teve lugar a 28 de Outubro de 2013 em Kinshasa.

Recordou a importância do mecanismo no aprofundamento da cooperação entre Angola, África do Sul e a RDC, representando também uma contribuição destes países na busca de soluções para os desafios cada vez mais complexos que se colocam.

O mecanismo tripartido surgiu através da Declaração de Luanda, adoptada a 12 de Março de 2013 pelos Chefes de Estado destes países, tendo em atenção a necessidade de se estabelecer uma cooperação estratégica para consolidar a segurança, estabilidade e cooperação económica.

Na sua intervenção, manifestou agrado pelo facto de o mecanismo tripartido já ter sido ratificado pelos respectivos governos, estando assim concluídos os procedimentos para a sua entrada em vigor, conforme estipulado no artigo 15 deste mesmo Memorando de Entendimento.

Para o ministro, a ratificação deste importante instrumento representa um passo no sentido da operacionalização do Mecanismo Tripartido, o mais rapidamente possível, tendo em vista o aprofundamento da parceria estratégica e duradoura dos países.

Neste sentido, acrescentou que os ministros devem orientar a Reunião de Alto Funcionários para concluir, o mais rapidamente possível, a reflexão sobre a estrutura orgânica, o quadro de pessoal, bem como as modalidades de funcionamento do secretariado permanente à luz do estabelecido pelo Memorando de Entendimento para a sua aprovação pelo Conselho Tripartido de Ministros.

Georges Chikoti deu a conhecer que Angola está a criar as condições necessárias para acolher a sede do secretariado permanente do mecanismo, tal como está estabelecido no Memorando de Entendimento.

Entre outros altos funcionários dos respectivos países, a reunião é co-presidida pela ministra sul-africana das Relações Exteriores, Maite Mashabane, e pelo ministro congolês das Relações Exteriores, Raymond Tshibanda.

Partilhe este Artigo