As análises à missionária angolana em isolamento há uma semana num hospital de Luanda acusaram negativo para Ébola, revelou uma fonte da delegação provincial de Saúde Pública.

De acordo com a mesma fonte, essas análises, realizadas por um laboratório da África do Sul, confirmaram que a missionária está infectada mas por malária, podendo assim deixar o regime de isolamento em que se encontrava no hospital Josina Machel, unidade de referência para receber casos suspeitos de Ébola em Luanda.

A mulher tinha chegado recentemente a Angola, depois de uma passagem pela República Democrática do Congo – país vizinho onde se registou um surto de Ébola -, e deu entrada a 31 de Outubro num hospital da capital angolana com um quadro de febre e náuseas.

Face ao quadro clínico que apresentava e ao percurso que efectuou, passou a ser tratada como um caso suspeito, a investigar.

“Aqui não há probabilidades, nem grandes nem altas. Há uma situação suspeita que se enquadra numa definição de caso. Em princípio tem toda a informação para nós continuarmos a investigação. E tem também informação que dá positivo para malária”, afirmara há uma semana a Directora Nacional de Saúde Pública angolana, Adelaide de Carvalho.

Também a semana passada, o representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Angola, Hernando Aguadelo, garantiu que este não foi o primeiro caso suspeito de Ébola investigado no país, já que “todas as semanas” as autoridades recebem cerca de uma dezena de alertas, que até agora não se confirmaram.

O surto de Ébola já provocou cerca de 5.000 mortes, a maioria na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, na África Ocidental, segundo os mais recentes dados da OMS.

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