Vinte mil famílias camponesas foram apoiadas, desde 1990, na província do Huambo, pela organização não-governamental angolana ADRA.

Os dados fora apresentados pela responsável local desta organização filantrópica, Maria de La-salete, tendo esclarecido que as famílias beneficiadas foram agrupadas em 80 organizações e cooperativas agrícolas, criadas para o efeito.

O apoio da ADRA, segundo ela, circunscreveu-se no fomento da produção agrícola e na implementação de iniciativas para a melhoria do rendimento  das 20 mil famílias, residentes nos municípios do Huambo, Caála, Bailundo e Longonjo.

Maria de La-salete disse que nas últimas duas décadas foram criadas três uniões de camponeses que trabalham em colaboração com as administrações municipais, comunais, estações de desenvolvimento agrário e com a União Nacional dos Camponeses de Angola (UNACA).

Referiu também terem sido desenvolvidos, no mesmo período, seminários, formações e debates sobre assuntos da actualidades e aulas de alfabetização, para permitir o acesso dos cidadãos à informação e conhecimentos, assim como a implementação de iniciativas económicas através das caixas comunitárias de créditos instaladas nas cooperativas.

De acordo com Maria de Lassalete, o acesso às técnicas agrícolas, através das escolas de campo, o apoio à comercialização nas feiras de produtos agrícolas e o incentivo ao protagonismo juvenil, com as jornadas técnico-pedagógicas, foram acções realizadas pela ADRA.

Apontou a monitorização dos 11 compromissos da criança e a participação nos conselhos de auscultação e concertação social, das quais as organizações de camponeses são membros efectivos.

Criada em 1990, a ADRA (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente) é uma organização não-governamental vocacionada na promoção da construção de um desenvolvimento democrático e sustentável, social, económico e ambiental do país, bem como a reconciliação nacional.

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